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Entrevista ao escritor e professor de arte contemporânea, estética e cinema, Samuel Rodríguez | JAVIER VILLANUEVA | Febrero 2026
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Por: Javier Villanueva
Entrevista com o escritor e professor de arte contemporânea, estética e cinema,
Samuel Rodríguez
J. V: Sua presença em São Paulo, Brasil, junto com três artistas plásticos e 18 obras em sua Expo Luis Buñuel - 125 anos foi um sucesso internacional. Os trabalhos apresentados, a curadoria e a sua coordenação e ideia original são impecáveis, sem dúvida. Mas, o que você acha que o Brasil contribuiu para alcançar tal sucesso?
SRM: Brasil e Buñuel são na verdade uma combinação natural, essa estranha embriaguez das ruas brasileiras é um espelho do Surrealismo original. As ruas brasileiras, assim como as mexicanas, são espaços de aparições ora violentas, ora oníricas onde o olhar explode e se rebela. Vi muitas coisas de Buñuel em São Paulo, vi aquela fúria indomável, vi as manifestações de fé. E o seu encontro com o profano, e aquela mistura particular pela qual Buñuel também se apaixonou quando andou pelo México ou por Michoacán.
O Brasil é Surreal, é tão surreal que às vezes transborda fantasia e sonho, mas sua parte indomável é muito palpável.
A exposição O Outro Olhar, Buñuel em Cores Mexicanas, apresentada no Centro Buñuel de Calanda, Espanha e no Instituto Cervantes de São Paulo, não rompe nenhuma paisagem da Espanha, do Brasil ou do México, é apenas uma continuação da própria realidade. Talvez na Suíça, ou na Alemanha a nossa exposição possa ser considerada o outro, o diferente, mas nos nossos países é outra janela, este é o seu sucesso e esse é o seu destino, respeitando o Surrealismo e acreditando nele.
O Brasil, como grande potência cultural, chama a atenção do mundo e nossa exposição foi replicada em mais de 60 meios de comunicação ao redor do mundo, o que indica duas coisas: que o trabalho é bom e que São Paulo é um promotor das artes. Só quero destacar que a curadoria é da Marcela García, ideia original minha e do trabalho de cada artista, tudo se integra perfeitamente porque somos uma grande equipe.
J.V: Como você acha que esta exposição de sucesso ajuda e abre portas para nossos objetivos de integração cultural latino- -americana?
SRM: A América Latina está integrada e não, ou seja, estamos perante a necessidade de pronunciar os avatares sociais que são muito semelhantes em todo o continente, mas estamos limitados pelo fato de não existir um circuito integrado de arte ou plataformas claras onde os artistas possam circular, gerar rendimentos, mostrar a sua arte e partilhar experiências, tudo funciona por ilhas.
Por isso o Instituto Cervantes é exemplar; é uma plataforma muito séria para a integração cultural que, no entanto, respeita e se alimenta nas diferenças.
Parece-me que as reaproximações México-Brasil como duas grandes potências deveriam ser mais contínuas e nisso quero destacar o grande trabalho do Consulado Mexicano e da Librería Española e Hispanoamericana, que são dois dínamos culturais que promovem esses encontros tão necessários para nos entendermos como um bloco cultural.
É um bom momento para fortalecer a literatura, o cinema, a pintura, a música, para fazer hibridizações culturais e sociais. É hora para o Brasil estar mais próximo do México.
@samuelrodriguezdiciembre
Samuel Rodríguez
J
V: Tu presencia en São Paulo, Brasil, junto con tres artistas plásticas y 18 obras en tu Expo Luis Buñuel-125 años
fue todo un éxito internacional. Las obras presentadas,
la curadoría y tu coordinación e idea original son impecables, sin dudas. Pero ¿qué te parece que aportó Brasil
para alcanzar tal éxito?
SRM: Brasil y Buñuel son en realidad una combinación natural, esta extraña ebriedad de la calle brasileña es un espejo del
Surrealismo original. La calle brasileña como la calle mexicana
son espacios de apariciones a veces violentas, a veces ensoñadoras en donde la mirada revienta y se rebela. Yo vi muchas
cosas de Buñuel en Sao Paulo, vi esa furia indómita, vi las
manifestaciones de la fe. Y su encuentro con lo profano, y esa
mezcla tan particular que también enamoró a Buñuel cuando
caminó por México o por Michoacán.
Brasil es Surrealista, es tan Surrealista que a veces se desborda
de fantasía y sueño, pero su parte indomable es muy palpable.
La Exposición La otra mirada, Buñuel en colores mexicanos
que se presentó en el Centro Buñuel de Calanda, España y en
el Instituto Cervantes de Sao Paulo no rompe ningún paisaje ni
de España, ni de Brasil, ni de México, es solo una continuación
de la realidad misma. Tal vez en Suiza, o en Alemania nuestra
expo si pueda considerarse lo otro, lo diferente, pero en nuestros países es una ventana más, este su éxito y ese su destino,
respetar el Surrealismo y creer en él.
Brasil, como gran potencia cultural, recoge la atención del
mundo y nuestra expo fue replicada en más de 60 medios de
todo el planeta, lo cual indica dos cosas: que los trabajos son
buenos y que Sao Paulo es un propulsor de las artes. Solo quiero
vdestacar que la curaduría es de Marcela García, la idea original
mía y la obra de cada artista, todo se integra perfectamente
porque somos un gran equipo.
J.V: ¿Cómo te parece que esta muestra exitosa ayuda y abre
puertas para nuestros objetivos de integración cultural latinoamericana?
SRM: Latinoamérica está integrada y no, es decir, nos atraviesa
la necesidad de pronunciar los avatares sociales que son muy
parecidos en todo el continente, pero nos limita que no existe
un circuito de arte integrado o plataformas claras en donde los
artistas puedan moverse, generar ingresos, mostrar su arte y
compartir experiencias; todo funciona por islas. Por este motivo El Instituto Cervantes es ejemplar, es una plataforma muy
seria de integración cultural que sin embargo respeta y se nutre
de las diferencias.
Me parece que los acercamientos México-Brasil como dos
grandes potencias deben ser más continuos y en esto quiero
hacer notar el gran trabajo del Consulado Mexicano y de la
Librería Española e Hispanoamericana, que son dos dínamos
culturales que promueven estos encuentros tan necesarios para
entendernos como bloque cultural.
Es un buen momento para estrechar literatura, cine, pintura, música, para hacer hibridaciones culturales y sociales. Es
momento de que Brasil esté más cerca de México.
@samuelrodriguezdiciembre
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