Por: Javier Villanueva
UMA NOVA REVISTA CULTURAL
BRASILEIRA, FILHA –OU IRMÃDA PUBLICAÇÃO MEXICANA ARTE,
CULTURA Y SOCIEDAD
E por que uma revista hoje, em
tempos em que a cultura parece
ser tão pouco valorizada, assim
como a leitura e as artes em
geral?
Primeiramente, que é exatamente uma revista e para
que serve hoje, na sociedade atual?
A diferença dos antigos jornais diários ou periódicos,
e hoje em dia os sites e links orientados a transmitir
noticias, as revistas oferecem um tratamento mais
exaustivo dos acontecimentos ou temas que desenvolvem, que
podem ser tanto de atualidades ou de entretenimento, já sejam de
natureza cultural, lúdica, cinematográfica, científica ou artística,
entre muitos outros.
Mas, lembremos que fazer um mapa da sociedade e suas
expressões não significa conhecer e codificar o território, como
bem disse Alfred Korzybski.
O matemático Korzybski apresentou em 1931 um artigo no
qual mostrava a possível união entre a realidade e a matemática
e a linguagem como formas de expressá-la. O mais interessante
do artigo é que ajuda a entender a diferença entre os modelos
e a realidade. A diferença é que os modelos são representações
da realidade, baseadas na nossa compreensão incompleta, e procuram ser úteis nas operações diárias. Então eles têm que ser
simplificações, esquemas nem sempre fieis àquilo que se pretende
representar.
"Mas, lembremos
que fazer um mapa
da sociedade e suas
expressões não
significa conhecer
e codificar o
território, como
bem disse Alfred
Korzybski”
Para ilustrar isso, no caso aplicado à linguagem e à matemática, o autor introduziu a metáfora do mapa e do território. Um
dos pontos que o autor abordou foi que o mapa pode ter uma
estrutura semelhante ou diferente da estrutura do território,
segundo a sua utilidade. O mapa do metrô de Londres é muito
útil para os viajantes. Mas os maquinistas não o utilizam. Os
mapas descrevem um território de uma forma útil, mas com um
propósito específico. Eles não podem ser tudo para todos.
Pensemos então, voltando às revistas, na variedade de propostas,
textos, referências, obras de vanguarda, movimentos, projetos,
grupos e, individualidades. Pensemos também que tudo isso acontece enquanto a revista e a vida de cada um de nós continuam seu
curso diário. Por isso é necessário abrir uma discussão, um debate
que nos leve a um nível mais alto de crítica, para resgatar nossas
histórias, tradições e experiências, e desenhar cenários e definir
os conflitos em aquele campo político e específico que é a cultura.
Bom, mas...para que serve uma revista cultural, então?
O pesquisador Ludolfo Paramio, -professor de Investigação
no Centro de Ciências Humanas e Sociales do CSIC e Diretor
do Programa de América Latina- disse que é fácil dizer para que
servem as revistas acadêmicas porque quem atua em uma disciplina deve buscar os últimos achados em sua área, e aqueles
que sejam uma referência para pesquisas posteriores. Também
deve publicar nelas para que o seu próprio trabalho seja visto e
conhecido. Isto implica a avaliação dos textos pelos pares, o que
dá poder à revista e aos seus editores. Se o prestígio da revista for alto, ela pode pedir aos autores, ou aos seus departamentos,
que paguem para publicar nela. Ou seja, cumprem uma função
clara no mundo académico e tem mecanismos de financiamento
estáveis: as assinaturas de bibliotecas universitárias.
Sabe-se também, é claro, para que servem as revistas dirigidas
ao público amplo, pois oferecem informações gerais, às mais das
vezes com luxo de imagens gráficas, a quem se interessa pela sua
área, seja cinema, rock, arquitetura, automobilismo ou moda.
E aí surge o tema do financiamento que obriga a depender da
publicidade, e a calcular que o preço não afaste o leitor. A não ser
que um preço mais alto seja justamente uma marca de distinção
para os leitores, sobretudo no caso das revistas de arte. Mas o
ideal, é claro, é ter acesso a grandes tiragens e a bons canais de
distribuição, com muitos pontos de venda estratégicos.
Bom, e finalmente: para que servem as revistas de cultura?
Este é um tema muito mais difícil de ser encarado, porque
normalmente uma revista de cultura não têm um público
tão amplo como as anteriores e muito raramente têm fontes
estáveis de financiamento. Os editores mais fortes de revistas
de cultura, segundo a mesma opinião do professor Ludolfo
Paramio, são associados a grandes grupos de imprensa, jornais,
rádios e TV; mas também há aquelas revistas que sobrevivem
e crescem porque sabem tornar-se uma referência na cultura
do seu país e da época. Pela sua história ou pelos canais de
divulgação usados, há revistas de cultura cuja função é mais
ou menos clara.
No longo processo de diálogo da integração latino-americana
(visto desde a perspectiva brasileira, ao menos) até hoje, as coisas
têm sido bem mais difíceis e complicadas ainda. Em primeiro
lugar pela dificuldade de saltar o “abismo” entre o México e a
extensa Patagônia -seja a argentina ou a chilena-, passando pela
América Central e o Caribe, e sobretudo pela imensidão do território do Brasil.
"Mas, lembremos
que fazer um mapa
da sociedade e suas
expressões não
significa conhecer
e codificar o
território”
Com certeza há dificuldade de dar o salto cultural que possa
interessar os leitores de ambas as pontas do vasto continente
latino-americano. Uma revista cultural é, sem dúvidas, um espaço
de encontro para quem compartilha interesses e preocupações,
e não é tão fácil transcender as fronteiras nacionais e definir um
espaço partilhado para quem transita em diferentes realidades
sociais, políticas e culturais.
O que nos move a criar e promover uma revista cultural é a
crença de que isso constitui nosso foco de interesse pode ser partilhado por um público mais amplo. A frase comum é que existe
uma lacuna no mundo cultural que uma nova revista deve ser
capaz de preencher. Do ponto de vista económico isto implicaria
a existência de um “nicho de mercado”, mas do ponto de vista
cultural implica a existência de leitores que compartilham, ou que
podem vir a partilhar, os interesses dos editores. Leitores que, se
conseguirmos alcançá-los, se identificarão com a revista e não
apenas a lerão, mas falarão sobre ela no seu círculo de amizades
e de trabalho, e alguns até gostarão de publicar nela.
Esse sonho não é fácil de realizar. Mesmo que exista um foco
de interesse que atraia os potenciais leitores da revista, pode
acontecer que seja difícil encontrar os colaboradores certos, talvez
devido a que são demasiado procurados; e os leitores acabem por
achar parcial a visão que lhes é oferecida; o que os temas de seu
interesse são pobres. O sucesso de uma revista sempre depende,
sobretudo, de alguns autores, ligados a ela que são capazes de
atrair novos leitores. Porém, poucos autores resistem ao teste
do tempo e da moda. Se os principais colaboradores de uma
revista não conseguem manter-se em sintonia com os leitores
e atrair novos, a revista sofre um declínio mais ou menos lento, as assinaturas caem e a publicidade, se houver, desaparece. Ou
seja, os colaboradores iniciais, decisivos para o arranque de uma
revista, não garantem a sua continuidade.
Outros simplesmente apelarão ao argumento da rentabilidade.
Dirão que um concurso de misses tem mais sucesso do que uma
peça de teatro, e que as frivolidades do showbiz geram mais lucros
do que qualquer atividade cultural e humanista. Isso faz com
que os gurus do “marketing global” afirmem que a cultura não
vende, não rende benefícios e que não é lucrativa.
A chave é um fenômeno talvez misterioso que podemos descrever como a formação de uma comunidade de autores e leitores,
com identidade própria e duradoura.
Pode-se dizer que uma revista faz sucesso -com alguma independência de ser mais ou menos conhecida- quando tem leitores
interessados em saber o que lerão em suas páginas, e autores
que pensam sobre alguns de seus textos para publicá-lo neles,
antes mesmo que a revista solicite. Isto é, quando a revista tiver
conquistado um lugar no imaginário e nas expectativas de autores
e colaboradores, e não for apenas um espaço de publicação, mas
um ponto de encontro cultural.
As revistas surgem num determinado contexto, o que leva um
grupo de pessoas a acreditar, como já foi dito, que existe “um
espaço” para elas. Estas pessoas partilham a ideia de que existem
questões novas com as quais ninguém está lidando, questões
que à primeira vista podem parecer desconexas, mas que para
elas moldam uma visão diferente da sociedade e da cultura. A
revista tem sucesso se conseguir atrair mais leitores e autores
que vejam nela o espaço de uma utopia partilhada e garantam
que esse ideal seja atrativo ao longo do tempo.
"Mas, lembremos
que fazer um mapa
da sociedade e suas
expressões não
significa conhecer
e codificar o
território, como
bem disse Alfred
Korzybski”
As revistas culturais são manifestações sociais e artísticas que
mostram, tanto no conteúdo editorial como na sua concepção, a
sua relação com a história, a sociologia, a música, a literatura, o
teatro, a dança, as histórias de vida de personagens, entre outras
áreas do humanismo.
O primeiro desafio que devemos superar é a grande variedade
temática. Uma revista pode muito bem abranger artigos sociológicos e científicos, literatura nas suas diversas formas, desde
traduções e resenhas, seções de arte, textos instrutivos, etc. Tudo
isso acompanhado de inúmeras imagens, sejam desenhos, pinturas, gravuras, caricaturas ou fotografias.
E o nosso foco vai ser Brasil e seu laços com o continente
hispano-americano.
O segundo desafio é o amplo horizonte temporal: vamos falar
do século XX e XXI, mas também vamos retroceder ao XIX –o
início de tudo o que hoje vivemos- quando for necessário.
UNA NUEVA REVISTA CULTURAL BRASILEÑA,
HIJA –O HERMANA- DE LA PUBLICACIÓN
MEXICANA ARTE, CULTURA Y SOCIEDAD
¿Y para qué una revista hoy, en
tiempos en los que la cultura
parece ser tan poco valorada,
así como la lectura y las artes en
general?
Primeramente, ¿Qué es exactamente una revista y para
qué sirve hoy en la sociedad actual?
A diferencia de los antiguos periódicos diarios o
semanales y de los sitios web orientados a transmitir noticias, las revistas ofrecen un tratamiento más
exhaustivo de los acontecimientos o temas que desarrollan, ya
sean de actualidad o de entreteni-miento, y pueden abarcar tanto
aspectos culturales, lúdicos, cine-matográficos, científicos como
artísticos, entre muchos otros.
Sin embargo, debemos recordar que hacer un mapa de la
sociedad y sus expresiones no significa conocer y codificar el
territorio, como bien dijo Alfred Korzybski.
El matemático Korzybski presentó en 1931 un artículo en el
que mostraba la posible unión entre la realidad, la matemática
y el lenguaje como formas de expresarla. Lo más interesante
del artículo es que ayuda a entender la diferencia entre los
modelos y la realidad. La diferencia es que los modelos son
representaciones de la realidad, basadas en nuestra comprensión
incompleta, y buscan ser útiles en las operaciones diarias. Por
ello, deben ser simplificaciones, esquemas que no siempre son
fieles a lo que pretenden representar
Para ilustrar esto, en el caso de la lengua y la matemática, el
autor introdujo la metáfora del mapa y el territorio. Uno de los
puntos que abordó fue que el mapa puede tener una estructura
similar o diferente a la del territorio, según su utilidad. Por ejemplo, el mapa del metro de Londres es muy útil para los viajeros,
pero los maquinistas no lo utilizan. Los mapas describen un
territorio de una forma útil, pero con un propósito específico.
No pueden ser todo para todos.
Sin embargo,
debemos recordar
que hacer un mapa
de la sociedad y
sus expresiones no
significa conocer
y codificar el
territorio, como
bien dijo Alfred
Korzybski
Regresando a las revistas, pensemos en la variedad de propuestas, textos, referencias, obras de vanguardia, movimientos,
proyectos, grupos e individualidades. Todo esto ocurre mientras la revista y la vida de cada uno de nosotros continúan su
curso diario. Por eso es necesario abrir un debate que nos lleve
a un nivel más alto de crítica, para rescatar nuestras historias,
tradicio-nes y experiencias, y dibujar escenarios y definir los
conflictos en ese campo político y específico que es la cultura.
Pero, ¿para qué sirve una revista cultural?
El investigador Ludolfo Paramio, profesor de Investigación en
el Centro de Ciencias Humanas y Sociales del CSIC y Director
del Programa de América Latina, afirmó que es fácil decir para
qué sirven las revistas académicas, ya que quienes actúan en una
disciplina deben buscar los últimos hallazgos en su área y aquellos que sirvan de referencia para investigaciones posteriores.
También deben publicar en ellas para que su propio trabajo sea
conocido. Esto implica la evaluación de los textos por pares, lo
que otorga poder a la revista y a sus editores. Si el prestigio de la revista es alto, puede pedir a los autores o a sus departamentos
que paguen por publicar en ella. Es decir, cumplen una función
clara en el mundo académico y tienen mecanismos de financiación
estables: las suscripciones de bibliotecas universitarias.
También es evidente para qué sirven las revistas dirigidas al
público general, ya que ofrecen información general, a menudo
con lujosos gráficos, a quienes se interesan en sus áreas, ya sea
cine, rock, arquitectura, automovilismo o moda. Aquí surge el
tema de la financiación que obliga a depender de la publicidad
y a calcular que el precio no aleje al lector. A menos que un
precio más alto sea precisamente una marca de distinción para
los lectores, especialmente en el caso de las revistas de arte.
Pero lo ideal, por supuesto, es tener acceso a grandes tiradas y
a buenos canales de distribución, con muchos puntos de venta
estratégicos.
Finalmente, ¿para qué sirven las revistas de cultura? Este es
un tema mucho más difícil de abordar, porque normalmente
una revista de cultura no tiene un público tan amplio como las
anteriores y muy raramente tiene fuentes estables de financiación. Los editores más fuertes de revistas de cultura, según la
opinión del profesor Ludolfo Paramio, están asociados a grandes
grupos de prensa, periódicos, radios y televisión; pero también
hay revistas que sobreviven y crecen porque saben hacerse una
referencia en la cultura de su país y de la época. Por su historia o por los canales de divulgación utilizados, hay revistas de
cultura cuya función es más o menos clara.
En el largo proceso de diálogo de la integración latinoamericana
(visto desde la perspectiva brasileña, al menos) hasta hoy, las cosas
han sido mucho más difíciles y complicadas. En primer lugar, por
la dificultad de saltar el “abismo” entre México y la extensa Patagonia, ya sea argentina o chilena, pasando por América Central y
el Caribe, y sobre todo por la inmensidad del territorio brasileño.
Sin duda, hay dificultades para dar el salto cultural que pueda
interesar a los lectores de ambos extremos del vasto continente
latinoamericano. Una revista cultural es, sin duda, un espacio de
encuentro para quienes comparten intereses y preocupaciones,
y no es tan fácil trascender las fronteras nacionales y definir
un espacio compartido para quienes transitan por diferentes
realidades sociales, políticas y culturales.
"Sin embargo,
debemos recordar
que hacer un mapa
de la sociedad y
sus expresiones no
significa conocer
y codificar el
territorio"
Lo que impulsa a una persona o grupo a crear o promover
una revista cultural es la creencia de que aquello que constituye
su foco de interés puede ser compartido por un público más
amplio. La frase común es que existe una brecha en el mundo
cultural que una nueva revista debe ser capaz de llenar. Desde
el punto de vista económico, esto implicaría la existencia de
un “nicho de mercado”, pero desde el punto de vista cultural
implica la existencia de lectores que compartan o puedan llegar a compartir los intereses de los editores. Lectores que, si
logramos alcanzarlos, se identificarán con la revista y no solo
la leerán, sino que hablarán de ella en su círculo de amistades
y trabajo, y algunos incluso querrán publicar en ella.
Este sueño no es fácil de realizar. Aunque exista un foco de
interés que atraiga a los potenciales lectores de la revista, puede
suceder que sea difícil encontrar a los colaboradores adecuados,
tal vez porque sean demasiado buscados; y los lectores pueden
acabar considerando parcial la visión que se les ofrece, o que los
temas de su interés son pobres. El éxito de una revista siempre
depende, sobre todo, de algunos autores, vinculados a ella de forma
formal o informal, que sean capaces de atraer nuevos lectores. Sin
embargo, pocos autores resisten la prueba del tiempo y la moda. Si
los principales colaboradores de una revista no logran mantenerse
en sintonía con los lectores y atraer a nuevos, la revista sufre un declive más o menos lento, las suscripciones caen y la publicidad,
si la hay, desaparece. Es decir, los colaboradores iniciales, decisivos
para el lanzamiento de una revista, no garantizan su continuidad.
Otros simplemente apelarán al argumento de la rentabilidad. Dirán que un concurso de misses tiene más éxito que una
obra de teatro, y que las frivolidades del espectáculo generan
más ganancias que cualquier actividad cultural y humanista.
Esto lleva a que los gurús del “marketing global” afirmen que
la cultura no vende, no genera beneficios y que no es lucrativa.
La clave es un fenómeno quizás misterioso que podemos
describir como la formación de una comunidad de autores y
lectores, con identidad propia y duradera.
Se puede decir que una revista tiene éxito, con cierta independencia de sus finanzas y de ser más o menos conocida, cuando
tiene lectores interesados en saber qué leerán en sus páginas,
y autores que piensan en algunos de sus textos para publicarlos en ella, incluso antes de que la revista lo solicite. Es decir,
cuando la revista ha conquistado un lugar en el imaginario y
en las expectativas de autores y colaboradores, y no es solo un
espacio de publicación, sino un punto de encuentro cultural.
Las revistas surgen en un contexto determinado, lo que lleva
a un grupo de personas a creer, como ya se ha dicho, que existe
“un espacio” para ellas. Estas personas comparten la idea de
que hay nuevas cuestiones que nadie está abordando, cuestiones que a primera vista pueden parecer desconectadas, pero
que para ellas moldean una visión diferente de la sociedad y
la cultura. La revista tiene éxito si logra atraer más lectores y
autores que vean en ella el espacio de una utopía compartida
y garantizan que este ideal sea atractivo a lo largo del tiempo.
"Sin embargo,
debemos recordar
que hacer un mapa
de la sociedad y
sus expresiones no
significa conocer
y codificar el
territorio, como
bien dijo Alfred
Korzybski”
Las revistas culturales son manifestaciones sociales y artísticas que muestran, tanto en el contenido editorial como en su
concepción, su relación con la historia, la sociología, la música,
la literatura, el teatro, la danza, las historias de vida de personajes, entre otras áreas del humanismo.
}El primer desafío que debemos superar es la gran variedad
temática.. Una revista puede muy bien abarcar artículos sociológicos y científicos, literatura en sus diversas formas, desde
traducciones y reseñas, secciones de arte, textos instructivos,
etc. Todo esto acompañado de innumerables imágenes, ya sean
dibujos, pinturas, grabados, caricaturas o fotografías.
Y nuestro enfoque será Brasil y sus lazos con el continente
hispanoamericano.
El segundo desafío es el amplio horizonte temporal: hablaremos del siglo XX y XXI, pero también retrocederemos al XIX
–el inicio de todo lo que hoy vivimos– cuando sea necesario.