- Obtener vínculo
- X
- Correo electrónico
- Otras apps
- Obtener vínculo
- X
- Correo electrónico
- Otras apps
Por: Javier Villanueva
![]() |
| Foto da obra Via Láctea. Dimensões: 120 x 120 cm. Técnica: Óleo sobre tela. Ano de criação: 2024. |
Arte, sensibilidade e compromiso
Uma reportagem a Eugenia Belden
Javier Villanueva: O que a arte itinerante, a jornada que leva a cultura a outras culturas, representa para você?
Eugenia Belden: Estou convencida de que o encontro com outras pessoas, culturas e ideologias, bem como a experiência de viajar dentro do nosso próprio país ou para o exterior — seja a trabalho, para estudar, a negócios, para intercâmbios culturais ou simplesmente por prazer— nos transforma profundamente, preparando-nos e sensibilizando-nos de forma direta e experiencial para expandir nossas mentes, corações e almas.
Viajar nos convida a crescer e evoluir por meio do autoconhecimento que emerge nos encontros com os outros. Nessa troca de perspectivas e experiências, a empatia se torna uma ponte que possibilita uma troca genuína e desmascarada, abrindo as portas para uma paz que nasce da compreensão.
Fora da nossa zona de conforto, viajar nos expõe a relações vibrantes, em constante transformação e imprevisíveis, tanto conosco mesmos quanto com aqueles que habitam terras diferentes. Ensina-nos a ouvir e observar com atenção e sensibilidade, permitindo-nos perceber a energia profunda e subjacente da vida que pulsa, “aqui e agora”, em cada ser e em cada lugar.
Assim, aprendemos a honrar o mistério de existir neste presente único, em meio a infinitas e irrepetíveis possibilidades humanas que, embora diversas em forma, revelam a mesma essência e uma consciência compartilhada que nos une como humanidade, onde nada do que habita no outro nos é verdadeiramente estranho.
Javier Villanueva: Qual é a sua formação e trajetória como artista?
Eugenia Belden: Sou artista visual e psicóloga, e devo minha vocação em grande parte à profunda influência que meus pais exerceram sobre minha vida; fundadores da Escola Montessori A.C., onde estudei sob seu método educacional inovador até o ensino médio; e também graças à influência da minha avó, Romelia Domene Flor, com quem sempre mantive um vínculo especial e afetuoso. Ela foi uma artista excepcional e uma figura fundamental na educação artística em Monterrey, México. Fundadora da Arte A.C., instituição pioneira no ensino de artes visuais, que oferecia ensino médio e bacharelado em artes, além de ter a primeira galeria de arte da cidade.
Os temas que permeiam a minha obra estão relacionados com a origem da vida, a germinação, as polaridades, a natureza, o silêncio, o vazio e os mistérios do cosmos. Geralmente trabalho por projetos; escolho um tema geral como fio condutor e procuro expressá-lo em diversos meios, como escultura, cerâmica, pintura, gravura ou desenho. Ao longo da minha trajetória artística, tive a oportunidade de visitar vários países graças a convites para participar de exposições individuais e coletivas, bem como de diversos simpósios internacionais realizados na Espanha, República Tcheca, Brasil, Estados Unidos e Polônia, entre outros.
Javier Villanueva: ¿Cómo fueron tus últimas experiencias en el exterior? En especial, cuéntanos sobre tu viaje a Brasil.
Eugenia Belden: Em fevereiro de 2025, um grupo de artistas de Monterrey, México, foi convidado a expor no Centro Buñuel em Calanda, Espanha, com o projeto intitulado “Luis Buñuel: Contato no México”. Isso foi possível graças à ideia original, à gestão e ao esforço de Samuel Rodríguez Medina, com o apoio de Marcela García na museografia. Cada artista recebeu um filme de Buñuel e foi convidado a criar uma interpretação pictórica dele. A mim foi atribuído o filme “A Via Láctea”. Em agosto do mesmo ano, essa exposição foi transferida para o Instituto Cervantes em São Paulo, Brasil, mas agora com o título “O Outro Olhar: Buñuel em Cores Mexicanas”. O filme “A Via Láctea”, de 1969, é uma comédia surrealista franco-italiana que conta a história de dois vagabundos, Jean e Pierre, em sua jornada para Santiago de Compostela. Através de um estilo onírico e subversivo, este filme explora as heresias e os dogmas da Igreja Católica, saltando entre diferentes períodos históricos e contemporâneos. E no final do filme, esses dois personagens, muito perto de chegar à Catedral de Santiago de Compostela, são seduzidos por uma bela mulher de vida fácil e nunca chegam ao seu destino.
Graças a este projeto, foi organizada uma viagem ao Brasil para participar da abertura da exposição “O Outro Olhar: Buñuel em Cores Mexicanas” no Instituto Cervantes, em São Paulo. Embora minha estadia tenha sido de apenas uma semana, eu já havia tido a oportunidade de visitar o país por mais de 20 dias. Estive no Rio de Janeiro, Florianópolis, Cataratas do Iguaçu, Salvador, Gramado e Canelo, e na comunidade “Sol de la Mañana”, em Porto Alegre. Minha impressão do Brasil durante essa curta viagem é a de um país dinâmico, com uma mistura diversa de raças, com significativas diferenças socioeconômicas, mas com raízes profundas em sua terra, uma conexão que ainda se preserva e se carrega com orgulho, ainda que de forma silenciosa. Os brasileiros são conectados às suas origens, ao primordial, ao tempo, ao seu território, ao movimento e ao ritmo, a uma memória natural que não se aprende, mas se herda. Isso se evidencia em seus tecidos artesanais, cerâmicas, gastronomia, grafites nas paredes de casas e prédios, diversas expressões artísticas na música, dança, arte popular e urbana, bem como em galerias e museus. Sua principal religião é o catolicismo, mas também existem denominações evangélicas e protestantes, religiões afro-brasileiras (Orixás), espiritismo, entre outras.
Os brasileiros são alegres, prestativos e apaixonados por futebol, música, dança, esportes ao ar livre, sol, mar, corpo, cultivo da beleza, e sua língua é colorida e vibrante. Eles possuem uma vasta extensão da floresta amazônica como um tesouro da humanidade, um território habitado por diversos povos indígenas com tradições ancestrais que ainda preservam suas próprias línguas, plantas medicinais, costumes e práticas únicas, bem como uma diversidade de flora e fauna. Ao mesmo tempo, não pude deixar de notar que eles enfrentam desafios significativos e áreas de oportunidade, assim como nós no México e em tantos outros países: questões como moradia, educação, emprego, segurança, trânsito, drogas e acesso à saúde, entre outras.
São Paulo me impressionou como uma cidade vibrante, dinâmica e em rápido desenvolvimento, com grandes oportunidades para a cultura e as artes. Tivemos o privilégio de visitar o Memorial da América Latina, um importante centro cultural, político e recreativo, bem como o MASP: Museu de Arte de São Paulo, a Pinacoteca, o MAM: Museu de Arte Moderna, entre outros. Embora falemos línguas diferentes, ambas são línguas românicas, e conseguimos nos entender; além disso, estamos unidos por nossa orgulhosa identidade latino-americana.
Os brasileiros são amáveis, alegres e espontâneos; é um país que acolhe bem os estrangeiros, com uma grande miscigenação racial e cultural. Por outro lado, percebi diferenças econômicas marcantes entre pobreza e riqueza, uma certa melancolia em alguns olhares e, em diversas tradições, a preservação de emoções coletivas que encontram diferentes formas de expressar sua voz.
A exposição “La Otra Mirada: Buñuel en colores mexicanos”, no Instituto Cervantes de São Paulo, teve uma excelente recepção pelo público em geral e contou com o grande apoio da Embaixada do México, bem como da Livraria Espanhola e Hispano-Americana, dirigida e fundada por Javier Villanueva, Victor Barrionuevo e Cristina Pacheco. Eles realizam um trabalho educativo e cultural extraordinário na cidade; sua generosidade e hospitalidade criaram um laço de amizade imediato e profundo, servindo como um elo fundamental com o Instituto Cervantes.
Minha gratidão ao Instituto Cervantes e a toda a sua equipe pelo trabalho incansável na promoção da cultura hispânica em outros países, à Embaixada do México e sua equipe por todo o apoio, à Livraria Hispano-Americana pela colaboração, a Samuel Rodríguez Medina pelo trabalho e pela ideia original da exposição e a Marcela García pela museografia. Agradeço a cada um pelo valioso apoio recebido e pela disposição em fortalecer os laços de colaboração entre países irmãos, onde as propostas geram espaços criativos para reflexão, crescimento, educação e paz no mundo.
Javier Villanueva: E em que você está trabalhando em 2026?
Eugenia Belden: Atualmente, em janeiro de 2026, um novo projeto intitulado “A Arte da Leitura” foi inaugurado na Universidade do Texas em Rio Grande Valley (UTRGV) em Edinburg, Texas, EUA. Trata-se de uma exposição coletiva de pinturas, mais um projeto proposto por Samuel Rodríguez, no qual cada artista participante foi associado a um autor literário. Desta vez, a mim foi atribuída a escritora brasileira Clarice Lispector, e escolhi um de seus contos, “O Búfalo”, para criar minha obra.
O conto “O Búfalo” narra a intensa jornada interior de uma mulher com o coração partido que visita um zoológico buscando transformar sua imensa dor amorosa em ódio, usando os animais como espelhos. Explora a selvageria que existe dentro de cada um de nós. Com cada animal que encontra, a protagonista projeta diversos estados emocionais.
A arte tem sido para mim um espaço e uma janela onde meu espírito, pensamentos, cultura e tempo convergem. Criar é um privilégio que me permite ouvir, observar, interpretar e oferecer ao mundo uma perspectiva sensível sobre o que significa ser humano. Nestes projetos, trabalhar com a escritora Clarice Lispector e o cineasta Luis Buñuel tem sido uma honra e uma oportunidade de preencher a lacuna entre palavra e imagem, entre literatura, cinema e pintura. Uma forma modesta de homenagear sua visão e pensamento. Com Clarice Lispector, tem sido uma maneira diferente de ouvir a voz do Brasil e a voz de uma mulher traduzida em imagem, uma experiência de escuta íntima que ressoa com facetas da minha própria voz, das vozes de outros... ou talvez das vozes de todos. Tem sido um encontro muito afortunado.
Espero reencontrá-los. Até breve!
![]() |
| Foto de la Obra El Búfalo Acrílico sobre tela. Medidas: 100 x 100 cm. Año de realización: 2025 |
Arte, sensibilidad y compromiso
Reportaje a Eugenia Belden
Javier Villanueva: ¿Qué representa para ti el arte itinerante,
el viaje que lleva cultura a otras culturas?
Eugenia Belden: Estoy convencida de que el encuentro con
otras personas, culturas e ideologías, así como la experiencia de viajar dentro de nuestro propio país o al extranjero
-ya sea por trabajo, estudios, negocios, intercambios culturales,
o simplemente por placer- nos transforma profundamente, nos
prepara y sensibiliza de manera directa y vivencial para expandir
nuestra mente, el corazón y el alma.
Viajar nos invita a crecer y evolucionar a través del autoconocimiento que emerge en el encuentro con el otro. En este cruce
de miradas y experiencias la empatía se convierte en un puente
que posibilita el intercambio genuino, sin máscaras y nos abre la
puerta a una paz nacida de la comprensión.
Fuera de la zona de confort, el viaje nos expone a relaciones
vivas, cambiantes e impredecibles, tanto con nosotros mismos
como con quienes habitan geografías distintas. Nos educa en
la escucha y la mirada atenta y sensible y nos permite percibir
la energía profunda y subterránea de la vida que palpita, “aquí y
ahora”, en cada ser y en cada lugar.
Así, aprendemos a honrar el misterio de existir en este presente único, entre infinitas posibilidades humanas irrepetibles,
que, aunque diversas en forma, revelan una misma esencia y una
consciencia compartida que nos une como humanidad, donde
nada de lo que habita en el otro nos es verdaderamente ajeno.
Javier Villanueva: ¿Cómo es tu formación y tu historia como
artista?
Eugenia Belden: Soy artista visual y psicóloga y debo en gran medida
mi vocación a la profunda influencia que ejercieron mis padres en
mi vida; fundadores del Colegio Montessori A.C donde estudié
bajo su novedoso método educativo hasta la secundaria; y también
gracias a la influencia de mi abuela Romelia Domene Flor, con
quien siempre mantuve un vínculo especial y entrañable. Ella fue
una artista excepcional y una figura fundamental en la educación artística en Monterrey, México. Fundadora de Arte A.C, institución
pionera en la enseñanza de las artes plásticas donde ofrecían el
nivel de preparatoria y la licenciatura en artes, además de contar
con la primera galería de arte en la ciudad.
Los temas que atraviesan mi obra están relacionados con el
origen de la vida, la germinación, las polaridades, la naturaleza, el
silencio, el vacío y los misterios del cosmos. Generalmente trabajo
por proyectos, elijo un tema general como hilo conductor y trato
de expresarlo en diversos medios como la escultura, la cerámica,
la pintura, el grabado o el dibujo. A lo largo de mi trayectoria
artística, he tenido la fortuna de visitar diversos países gracias a
invitaciones para participar en exposiciones individuales y colectivas, así como en diversos simposios internacionales realizados
en España, República Checa, Brasil, Estados Unidos y Polonia,
entre otros.
Javier Villanueva: ¿Cómo fueron tus últimas experiencias en el
exterior? En especial, cuéntanos sobre tu viaje a Brasil.
Eugenia Belden: En febrero del 2025 un grupo de artistas de la
ciudad de Monterrey, México fuimos invitados a exponer en el
Centro Buñuel en Calanda, España, con el proyecto titulado “Luis
Buñuel. Contacto en México”, gracias a idea original, a la gestión
y el esfuerzo realizado por Samuel Rodríguez Medina, apoyado
por Marcela García en la museografía, en donde a cada artista
se le asignó una película de Buñuel y a partir de ella se nos pidió
realizar una interpretación en pintura. Se me asignó la película
“La Vía Láctea”. En agosto del mismo año esta exposición se trasladó al Instituto Cervantes en Sao Paulo, Brasil, pero ahora con el
título “La Otra Mirada Buñuel en colores mexicanos”. La película
de la Vía Láctea 1969, es una comedia surrealista franco-italiana
que narra el viaje de dos vagabundos, Jean y Pierre a Santiago de
Compostela. A través de un estilo onírico y subversivo, esta película explora las herejías y dogmas de la Iglesia Católica, saltando
entre distintas épocas históricas y contemporáneas. Y al final de la
película estos dos personajes, ya muy cerca de llegar a la Catedral
de Compostela, son seducidos por una mujer hermosa de la vida
alegre y no llegan nunca a su destino.
Gracias a este proyecto se organiza el viaje a Brasil para asistir a la inauguración de la exposición “La Otra Mirada Buñuel
en colores mexicanos” en el Instituto Cervantes de São Paulo y
aunque mi estancia fue solo de una semana, ya en años anteriores había tenido la oportunidad de visitar el país por más de 20
días. Estuve en Rio de Janeiro, Florianópolis, las Cataratas de
Iguazú, Salvador de Bahía, Gramado y Canelo, y en la comunidad
“Sol de la Mañana” en Puerto Alegre. Mi apreciación y mi sentir
de Brasil en ese corto recorrido es el de ser un país dinámico,
con una diversidad de mezclas raciales, con grandes diferencias
socioeconómicas, pero con profundas raíces en su tierra y que
aún conservan y llevan con orgullo un vínculo silencioso con el
origen, con lo primigenio, con el tiempo, con su territorio, con el
movimiento y el ritmo, con una memoria natural que no se aprende,
se hereda. Se observa tanto en sus tejidos artesanales, la cerámica,
la gastronomía, en los grafitis en los muros de casas y en edificios,
diversas manifestaciones artísticas de música, danza, arte popular
y callejero, como en galerías y museos. Su religión principal es la
católica, pero también hay evangélicas - protestantes, religiones
afrobrasileñas - Orixás-, espiritistas, entre otras.
Los brasileños son alegres, serviciales, se apasionan por el fútbol, la música, la danza, los deportes al aire libre, el sol, el mar,
el cuerpo, el cultivo de la belleza y su idioma es florido y alegre.
Tienen como tesoro de la humanidad una gran extensión de la
selva del Amazonas, en cuyo territorio habitan diversos pueblos
originarios de tradiciones ancestrales que aún preservan sus propios idiomas, plantas medicinales, usos y costumbres únicas, así como una diversidad de flora y fauna. Al mismo tiempo no dejé
de observar que tienen grandes retos y áreas de oportunidad como
los tenemos en México y en tantos otros países: el tema de la
vivienda, educación, empleo, seguridad, vialidad, drogas, el acceso
a la atención médica, entre otras.
São Paulo me ha parecido una ciudad en creciente desarrollo,
vibrante, dinámica con grandes oportunidades para la cultura
y las artes. Tuvimos el privilegio de conocer el Memorial de
América Latina, un importante centro cultural, político y de
recreación, así como el MASP: Museo de Arte de Sao Paulo, la
Pinacoteca, el MAM: Museo de arte moderno, entre otros. A
pesar de que hablamos idiomas diferentes ambas son lenguas
romances y podemos entendernos, además que nos une el ser
orgullosamente latinoamericanos. Los brasileños son amables,
alegres, naturales, es un país que da la bienvenida a los extranjeros, hay una alta mezcla racial y cultural. Y por otro lado
percibí marcadas zonas diferencias económicas de pobreza y
riqueza, melancolía en ciertas miradas y en diversas tradiciones
se resguardan emociones colectivas donde de diferentes formas
pueden expresar su voz.
La exposición “La Otra Mirada Buñuel en colores mexicanos” en
el Instituto Cervantes de Sao Paulo tuvo una excelente recepción
por el público en general y contó con el gran apoyo de la Embajada
de México, así como de la Librería Española e Hispanoamericana
dirigida y fundada por Javier Villanueva - Victor Barrionuevo y
Cristina Pacheco. Ambos realizan en la ciudad una labor educativa
y cultural extraordinaria, su generosidad y hospitalidad crearon
un lazo de amistad inmediato y profundo, y fueron un vínculo
clave con el Instituto Cervantes.
Mi agradecimiento al Instituto Cervantes y todo su equipo por
la incansable labor que realizan en la promoción de la cultura
hispánica en otros países, a la Embajada de México y su equipo
por todo su apoyo, a la Librería Española e Hispanoamericana
por su colaboración, a Samuel Rodríguez Medina por su trabajo
e idea original para lograr la exposición y a Marcela García por
la museografía. Gracias a cada uno por el valioso apoyo recibido
y la disposición para estrechar lazos de colaboración entre países
hermanos donde las propuestas generen espacios creativos, de
reflexión, crecimiento, educación y paz en el mundo.
Javier Villanueva: ¿Y en qué estás trabajando en 2026?
Eugenia Belden: Actualmente, en enero 2026, un nuevo proyecto
acaba de inaugurarse titulada “El Arte de Leer”, - “The Art of
Reading” en la Universidad de Texas UTRGV, en Edinburg, Texas,
Estados Unidos. Es una exposición colectiva con obras realizadas
en pintura, otro proyecto propuesto por Samuel Rodríguez, en
donde a cada artista participante se le asignó un autor o autora de
la literatura. Esta vez se me asignó a la escritora brasileña Clarice
Lispector y elegí dentro de su obra uno de sus cuentos: “El Búfalo”
para realizar mi obra.
El cuento del Búfalo narra el intenso recorrido interior de una
mujer que despechada visita un zoológico buscando transformar
su inmenso dolor amoroso en odio, usando a los animales como
espejos. Lo salvaje que hay al interior de cada uno de nosotros.
Con cada animal con el que se va encontrando la protagonista va
proyectando diversos estados emocionales.
El arte ha sido para mí un espacio y una ventana donde mi
espíritu, pensamiento, mi cultura y mi tiempo se encuentran. Crear
es un privilegio que me permite escuchar, observar, interpretar y
devolver al mundo una mirada sensible sobre lo que significa ser
humano. En estos proyectos trabajar con la escritora Clarice
Lispector y el cineasta Luis Buñuel ha representado un honor y una oportunidad de tender un puente entre la palabra y la imagen,
entre la literatura, el cine y la pintura. Una modesta forma de
rendirles homenaje a su mirada y su pensamiento. Con Clarice
Lispector ha sido una forma diferente de escuchar la voz de Brasil
y la de una mujer traducida en imagen, de una escucha íntima de
resonancia de facetas de mi propia voz, de la de otras...o tal vez
la de todas. Ha sido un muy afortunado encuentro.
Con la esperanza de volver a encontrarnos. ¡Hasta pronto!
- Obtener vínculo
- X
- Correo electrónico
- Otras apps

